25 de novembro de 2008

A bênção dos pobres

Bênção, prosperidade. O que buscamos? O que temos esperado em troca da ajuda, da responsabilidade social? Aplausos? Glória? Reconhecimento? Elogios? Apertos de mão? Fechar bons negócios? Sermos aceitos? Mostrar o que podemos fazer?

Olhando esta foto o que você imagina? Alguém pedindo esmolas ou, alguém ofertando algo?
Leia este texto de Henri Nouwen e tire suas conclusões.

Jean Vanier, um canadense que fundou uma rede mundial de comunidades para deficientes mentais, observou mais de uma vez que Jesus não disse:

"Bem-aventurados os que tratam dos pobres"

mas:

"Bem-aventurados os pobres de espírito"

Por mais simples que pareça esta observação, nos dá a chave para o Reino.

"Eu gostaria de dar uma ajuda. E gostaria de fazer alguma coisa pelas pessoas em necessidade. Gostaria de oferecer consolação aos que estão de luto e aliviar os sofrimentos dos que vivem na dor". Não há, como é óbvio, nada de errado neste desejo. É um desejo nobre e louvável. Mas, a menos que eu me dê conta de que a bênção de Deus me advém daqueles que eu quero servir, a minha ajuda terá bem pouca duração e em breve eu estarei esgotado.

Como é possível continuar a tratar dos pobres, se os pobres ficam cada vez mais pobres? Como é possível continuar a tratar dos doentes quando não há maneira de melhorarem? Como posso consolar os moribundos quando a sua morte me causa mais pena? A resposta está em que todos eles são uma bênção para mim, uma bênção que eu preciso receber.
O ministério é, acima de tudo, receber a bênção de Deus
através daqueles a quem nós prestamos esse serviço.
Em que é que consiste esta bênção?

É um raio da própria face de Deus. O céu consiste em ver a Deus! Ora bem, nós podemos ver a Deus no rosto de Jesus, e podemos ver o rosto de Jesus em todos os que precisam dos nossos cuidados.

Uma vez perguntei a Jean Vanier:
"Como é que encontra a força para ver tanta gente num só dia e para escutar os seus problemas e dores?"
Ele sorriu bondosamente e disse:
"Eles mostram-me Jesus e dão-me vida".
Aqui reside o grande mistério do serviço cristão. Aqueles que servem a Jesus nos pobres serão alimentados por aquele a quem estão, de fato, servindo:
"Felizes os servos cujo senhor os encontrar vigiando, quando voltar.
Eu lhes afirmo que ele se vestirá para servir, fará que se reclinem à mesa, e virá servi-los."
(Lc 12.37).
Precisamos tanto de uma bênção!
E os pobres estão à espera de nos abençoar.

Henri J. M. Nouwen
Católico holandês, teólogo e escritor
1932 - 1996

24 de novembro de 2008

Efeito Zoom com 'Fancy Zoom Script'

Este tutorial é uma tradução livre do post de Kang Rohman do Blogspot Tutorial.

Se você quer mostrar imagens grandes no blog, você terá dificuldades por causa das limitações da área do post ou da sidebar. Para resolver este problema, podemos usar várias maneiras.

Uma delas é descrita pelo Usuário Compulsivo no post 'Imagens grandes no editor do Blogger'. Outra é através do script 'Fancy Zoom'. Para usá-lo, coloque apenas uma pequena imagem no local onde quer que ela apareça: post, sidebar ou footer. Então, quando clicar na pequena imagem, ela será aumentada.

Veja o script em funcionamento clicando na imagem.


Para conseguir este efeito é necessário o script 'Fancy Zoom' (dããã). Atualmente, ele é usado no WordPress. Porém Kang Rohman testou (e eu também) no blogger, e funcionou bem (como você visualizou acima). Se você tem interesse neste efeito baixe e descompacte o arquivo abaixo e em seguida hospede-o num servidor que permita acesso direto e anote sua URL:
1ª ETAPA:

  1. Acesse a edição de layout de seu template e na aba Editar HTML, faça uma cópia de segurança de seu template.
  2. Não marque a opção Expandir modelos de widgets, e antes da tag </head> cole o código abaixo realizando as devidas substituições:

    <script src="http://CAMINHO-DO-SITE-ONDE-HOSPEDOU-O-JAVASCRIPT/FancyZoom.js" type="text/javascript"></script>
    <script src="http://CAMINHO-DO-SITE-ONDE-HOSPEDOU-O-JAVASCRIPT/FancyZoomHTML.js" type="text/javascript"></script>
    </head>
  3. Agora localize a tag <body> e substitua-a pelo seguinte código:

    <body onload="setupZoom()">
  4. Visualize, se tudo estiver ok, salve o template.
2ª ETAPA:

Baixe um imagem grande para seu servidor de imagens preferido e copie sua URL.

Agora coloque o código seguinte onde quer que apareça a imagem em miniatura (thumbnail).
<a href="URL-DA-IMAGEM"><img height="75" src="URL-DA-IMAGEM" width="100"/></a>

Os campos destacados em verde correspondem a altura e largura da imagem em miniatura e você pode alterá-los conforme sua necessidade.

Outra alternativa é hospedar duas imagens no seu servidor preferido de imagens: uma grande e outra pequena (com apenas parte da imagem original).
Espero que tenha gostado deste primeiro tutorial 'lego' (batizei-o com este nome para não dizer que sou 'leigo' no assunto.

Fonte: Blogspot Tutorial - Kang Rohman

18 de novembro de 2008

iNSTaNTeS

Nilson Souza

Nenhuma música é tão doce quanto o riso de uma criança.

Dia desses, passeava pelo centro de Porto Alegre quando vi uma mãe retirando os sapatos do seu menino para que ele caminhasse na praça colorida pelas pétalas dos jacarandás e guapuruvus. O piá pisou nas flores despedaçadas e riu um imenso riso, solto e cristalino, como se sentisse a mais prazerosa das cócegas.

Foi só um instante de magia, mas alegrou o meu dia. E me fez lembrar um trecho do célebre poema da norte-americana Nadine Stair, equivocadamente atribuído ao argentino Borges:

Se pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono...
Há quem torça o nariz para a singeleza do texto, mas não havia legenda mais adequada para aquela cena matinal: o pequeno príncipe do cotidiano, com o seu riso de fonte, contagiava quem estivesse por perto.

Cheguei de alma leve ao trabalho e testemunhei outro momento especial no elevador. O sujeito que entrou atrás de mim segurou a porta aberta para dar passagem a um casal de jovens, ele e ela carregando pesados pacotes de jornais. Como os passageiros não podiam usar as mãos para pressionar o botão do andar desejado, o homem perguntou com um vozeirão de locutor esportivo:

- Para onde, mulato?

Quando o rapaz disse que iriam "para o quarto", o cidadão desatou num riso malicioso que encheu o elevador e espalhou-se pelo corredor no momento em que os dois jovens desembarcaram constragidos.

O terceiro instante diferenciado daquele dia ocorreu num lugar ainda mais inusitado, o banheiro do prédio. O rapaz que limpava pias e sanitários assobiava o hino de seu clube preferido.

E trabalhava com entusiasmo, embalado pelo som do próprio sopro, talvez imaginando-se no estádio que nunca frequentou, vassoura-bandeira nas mãos, a bola-balde rolando na direção do gol adversário e ele dançando na imaginária arquibancada a solitária dança dos vencedores.

Ninguém é feliz o tempo inteiro, sei disso. Mas a vida também não precisa ser um vale de lágrimas. Ao observar três personagens comuns de um dia absolutamente rotineiro, renovei minha certeza de que a verdadeira felicidade consiste em saborear pequenos momentos, em compartilhar os breves risos dos nossos semelhantes ou mesmo em acompanhar os primeiros passos de um menino descalço sobre um tapete de flores.